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Câmara aprova criação de Frente Parlamentar contra o Aborto

Quinta, 14 de Fevereiro de 2008 16h10

A Câmara Municipal de João Pessoa aprovou, durante a sessão ordinária realizada nesta quinta-feira, dia 14, a criação e instalação da Frente Parlamentar contra o Aborto. O requerimento foi proposto pelo vereador Padre Adelino (PSB), que também solicitou que a Campanha da Fraternidade 2008 seja lançada na Câmara de Vereadores no dia 23 de março, às 11h, com a presença do arcebispo da Paraíba, Dom Aldo Pagotto.

A Campanha da Fraternidade deste ano tem como tema “Fraternidade e Defesa da Vida” e já foi lançada nacionalmente no dia 6 de fevereiro pela Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Em João Pessoa, a Arquidiocese da Paraíba lança, nesta sexta-feira, dia 15, a campanha em defesa da vida, reafirmando também na Capital o posicionamento contrário da Igreja Católica em relação ao aborto e à sua discriminalização, à eutanásia e à pesquisa com células-tronco, temas considerados polêmicos.

De acordo com o Padre Adelino, a Frente Parlamentar contra o Aborto tem como finalidade fazer com que o Legislativo Municipal seja um espaço aberto para discutir amplamente o assunto ao longo do ano. “No dia 23, Dom Aldo virá à Câmara para lançar a abertura da Campanha da Fraternidade nesta Casa e para a abertura e instalação da Frente Parlamentar contra o Aborto, tendo em vista o trabalho que a Igreja Católica já iniciou contra o aborto em todo o País. Todos os vereadores de ambas as bancadas que sejam a favor da vida e queiram somar conosco nessa discussão poderão participar espontaneamente da Frente Parlamentar”, disse.

O vereador destacou que a pauta de discussões da Frente Parlamentar será criada após o dia 23 de março e será levada a entidades como igrejas, associações de bairros, escolas, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e à universidade. “O debate será amplo e vai discutir tudo o que possa prejudicar a vida como a eutanásia, o aborto e a pesquisa com células-tronco. Para isso, queremos debater o assunto com especialistas e com pessoas que lidam com essas questões, como os pesquisadores, pessoas da área jurídica e o próprio Ministério Público”, explicou.

Fonte: Ascom/CMJP

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