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Citroën traz da Argentina o C4 hatch

Terça, 24 de Março de 2009 08h04

Os brasileiros apaixonados por hatch já têm uma vasta gama de opções: o Focus, o Stilo, o Golf, o 307… Cada um tem uma característica que o diferencia dos demais. O da Volkswagen, por exemplo, é bom de se dirigir e tem o melhor câmbio (o Triptonic de seis marchas). O da Peugeot possui um excelente espaço interno. O da Ford é o mais largo e mais comprido e o design é supermoderno, igual ao europeu. O da Fiat oferece uma excelente vida a bordo e uma boa relação custo-benefício.

E por aí vai. Para esquentar ainda mais essa briga, acaba de chegar o C4 hatch, disponível em duas versões de acabamento (GLX e Exclusive) e com duas motorizações (1.6 16V e 2.0 16V, ambos bicombustíveis). Os preços vão de R$ 53,8 mil a R$ 74,7 mil.

Em termos de segurança, conforto e tecnologia, o C4 é igual ao irmão maior, o Pallas. Dependendo da versão, ele é completíssimo. Até a versão básica é capaz de fazer inveja aos concorrentes. No geral, a oferta de equipamentos inclui um sistema de ar-condicionado bi-zone (com regulagem independente), detectores de obstáculos dianteiro e traseiro, dispositivo Bluetooth para conexão de celulares, seis airbags (inclusive do tipo cortina), regulador e limitador de velocidade etc. Ele também é equipado com ABS e conjuntos auxiliares de frenagem de urgência, controle de estabilidade e até de antipatinagem.

O volante segue a linha Citroën e tem todos os comandos, incluindo os do som e do computador de bordo, fixos (só o aro gira). O display também é de família: digital, localizado no centro do painel, exibe dados como a velocidade instantânea desenvolvida e o nível de gasolina e a autonomia. Vale lembrar que, apesar de causar estranheza para quem não conhece o conjunto, o contraste da exibição ajusta-se em função da luminosidade, tornando legíveis, em quaisquer circunstâncias, todas as informações.

As versões são equipados com dois motores bicombustíveis: 1.6 16V e 2.0 16V. O primeiro desenvolve 110 cavalos com gasolina e 113 com álcool. O segundo gera 143 cavalos com gasolina e 151 com álcool. O porta-malas do hatch tem volume de 320 litros.

Há duas opções de câmbio. O manual, de cinco velocidades, teve, segundo a montadora, a relação do diferencial reduzida em 15%, comparando-se com a versão européia. Isso o deixa — e deu para sentir em um teste de 100k realizado na região de Campinas — mais ágil nas arrancadas e retomadas. Já o câmbio automático, o mesmo usado no Pallas e no Picasso, é de quatro velocidades e tem opção de troca manual sequencial. O conjunto de suspensão também foi adaptado à realidade brasileira e ganhou mais um centímetro de altura em relação ao solo.

Sobre o design, mais estilo Citroën: as linhas, por exemplo, dão um perfil alongado, digamos assim. É que modelo parece só ter um traço, graças ao parabrisa inclinado que prolonga o desenho alongado do capô. Os vidros, como acontece no C4 Picasso, são maiores, a ponto de exigir que os parasóis sejam extensíveis.

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    Citroën C4 Hatch

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