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Banda liderada pela filha do cineasta Glauber Rocha lança o primeiro disco

Quarta, 30 de Novembro de 2011 11h30

A inquietude artística de Ava Rocha a levou para trás das câmeras, como cineasta, e para cima do tablado, como atriz. Também no palco, ela deu vazão a outra faceta criativa, a música. Desde 2008, Ava canta no grupo que leva seu nome. Na música e no cinema, a premissa que guia a carioca de 32 anos — filha de Glauber Rocha e Paula Gaitán — é a mesma. “Não penso no gênero da obra, mas na obra em si, sua essência”, ela conta. É essa liberdade que permeia Diurno, primeiro e recém-lançado disco da banda AVA.

O caráter híbrido do álbum, diz a cantora, vem daí. As composições bebem de diferentes fontes — da música brasileira e latino-americana — sem purismos ou amarras. “Digo, meio levianamente, que fazemos MPB. Mas naquela linha de invenção na tradição”, comenta o multi-instrumentista Daniel Castanheira, que morou em Brasília no fim da década de 1980, começo da de 1990, e hoje integra a AVA, ao lado da cantora, do violonista Emiliano 7 e da violoncelista Nana Carneiro da Cunha.

Diurno, diz Castanheira, relaciona-se diretamente com a arte contemporânea, interagindo com cinema, poesia, artes cênicas e plásticas — o que revela um pouco do histórico dos envolvidos, que passa por filosofia, literatura, música sinfônica e trilhas sonoras. “A última música, por exemplo, é um diálogo com as coisas do (artista) Cildo Meireles”, detalha Daniel sobre a faixa-título, uma colagem com todas as canções do disco. A arte da capa, de autoria do escultor Tunga, mostra as cabeças dos quatro integrantes cortadas, reunidas na areia de uma praia.

“Nossa música vem de muito ensaio, muito conceito. E muita intuição, paixão e entrega também. Não diria que é cerebral. Talvez aparente ser mais do que realmente é”, pondera Ava. “Todas as músicas foram muito debatidas. A gente tenta trabalhar de uma maneira muito horizontal, com a participação de todos”, acrescenta Castanheira. “Eles não são músicos contratados. Somos uma banda mesmo”, reforça Ava, sobre a interação criativa do grupo.

Ava Rocha assina a maioria das letras, algumas em parceria, caso de O futuro e Filha da ira, feita com o irmão Pedro Paulo Rocha, eEla é o samba, com Fredy Állan. Emiliano 7 e Daniel Castanheira também colaboram com composições. Batendo no mundo tem citação de Clarice Lispector e Sé que estoy vivo, de poema do colombiano Jorge Gaitán Duran, avô da cantora. O grupo regravouMovimento dos barcos, de Jards Macalé e Capinam, Bons momentos (de Michel e Marquinhos, lançada por Tim Maia no discoSufocante, de 1984) e Pra dizer adeus, de Edu Lobo e Torquato Neto.

O disco foi produzido por Felipe Rodarte e, inicialmente, seria todo gravado no estúdio do produtor, o Soma. No meio do processo, Constança Scofiled, do estúdio Toca do Bandido, conheceu o trabalho. “Ela ficou apaixonada pela nossa música. Então, algumas coisas, como piano e vozes, foram gravadas lá. E foi a Constança que fez a ponte com a Warner. Não tínhamos gravadora, não sabíamos como lançaríamos o disco”, lembra Ava.

Daniel Castanheira diz que sua maior vivência e aprendizado de rock vem dos anos que morou em Brasília. “Vi muita coisa na cidade, muito rock, Feira de Música no Teatro Garagem, os espetáculos do grupo A Culpa é da Mãe...”, lembra o músico.

Fonte: Pernambuco.com

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