Roberto Carlos faz alegria dos fãs na Domus Hall nesta quinta-feira
Quinta, 09 de Setembro de 2010 14h13
Por William Costa, do Jornal O Norte
A produção não divulgou o roteiro do show que o cantor e compositor Roberto Carlos apresenta nesta quinta-feira, dia 9, às 23h, na casa de espetáculos Domus Hall, em Manaíra. Mas, um show do 'rei' não é difícil de imaginar, pelo menos se forem levadas em conta as últimas apresentações do artista em João Pessoa. Ao bombardeio de luzes, a orquestra, em 'alto e bom som', entra com alguns 'detalhes' de 'Emoções', e, entre palmas e gritos, com seu indefectível paletó, anunciado por um locutor invisível a la Cid Moreira, entra em cena o maior ídolo da música popular brasileira de todos os tempos.
Roberto mescla antigos e novos sucessos, e gosta de conversar e brincar com o público. Faz piadas de si mesmo e, por menor graça que tenham, sempre leva o público ao delírio. Aliás, tudo o que o 'rei' faz no palco merece aplausos. Mas ele é mesmo dono do pedaço. Até os problemas técnicos ele dribla de uma forma que as pessoas quase não percebe. Não se sabe se dentro do camarim, no intervalo ou no fimdo show, o gentleman solta lá os seus cachorros com a equipe técnica, assessores, músicos e maestro. O 'rei' dá motivos para os casais dançarem, chorarem e se beijarem, e despedaça corações femininos atirando flores à plateia.
Richard Sender, o todo-poderoso presidente da Sony Music International, já sentenciou: "Michael Jackson é o rei do pop, Elvis o rei do Rock, e Roberto Carlos é o rei da música latina". E o homem está certo. Primeiro, porque mantém um público fiel em 50 anos de carreira. Segundo, porque já superou a incrível marca dos 100 milhões de discos vendidos em todo o mundo. Além disso, é o cantor e compositor de nada menos que 500 músicas, parte delas de tão grande sucesso que entraram para a história da música popular, no Brasil: 'Além do horizonte', 'Detalhes', 'Café da manhã', 'Cavalgada' etc.
Para as novas gerações, Roberto é um artista brega; o cantor 'de mainha' ou de 'painho'. O artista, no entanto, já foi o ídolo maior da juventude brasileira, na década de sessenta, quando era o líder incontestável da Jovem Guarda. O artista livrou-se de rótulos, contornou modismos, consolidou o sucesso na década de 70, e chegou até os dias atuais ainda com grande fôlego, apesar do cansaço, pela repetição, de alguns de seus temas prediletos, como os encontros e desencontros amorosos, a ecologia e as mulheres. Mas é um show que sempre vale a pena ver. O 'rei' domina como ninguém o palco e a plateia, e sempre tem uma canção que toca lá no fundo da alma de qualquer mortal.
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