Caso Gulliver: advogados de Ronaldo pedem que caso não seja levado a júri popular
Segunda, 30 de Agosto de 2010 19h33
Por Juliana Bandeira, com informações de Thaís Cirino
E-mail: julianabandeira.pb@dabr.com.br
Na próxima quarta-feira, dia 1°, o Tribunal de Justiça da Paraíba julga o pedido interposto pelos advogados de defesa do ex-deputado federal Ronaldo Cunha Lima a respeito do processo que o acusa de tentativa de homicídio contra o então ex-governador Tarcísio Burity.
Depois que o parlamentar renunciou ao cargo público, o caso foi redistribuído pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para que fosse julgado em júri popular. A defesa do acusado pretende reverter esta determinação.
O Caso Gulliver, como ficou conhecido, aconteceu há 17 anos, quando Ronaldo Cunha Lima, então governador do estado, disparou dois tiros contra Burity. Um dos tiros atingiu a boca da vítima que parmaneceu em coma por duas semanas, até se recuperar. O crime aconteceu em plena luz do dia, no dia 5 de novembro de 1993, na frente de dezenas de testemunhas, no Restaurante Gulliver, em João Pessoa.
O acusado alegou na época estar defendendo a honra de seu filho Cássio Cunha Lima, que ocupava o cargo de Superintendente da extinta Sudene. Segundo Ronaldo, Burity estava denegrindo a imagem do filho afirmando que ele atuava de forma irregular no órgão.
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