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Drogas motivam 90% de crimes praticados na Paraíba

Quinta, 02 de Julho de 2009 08h33
Por Luiz Conserva, do Jornal O

Estatísticas da Secretaria de Segurança e Defesa Social (SSDS/PB) revelam que 90% dos crimes cometidos em João Pessoa têm ligação com o tráfico e consumo de drogas. Outra constatação preocupante refere-se ao crescente número de mulheres presas por dar continuidade do tráfico depois que os maridos foram presos.

Diante da grave situação, órgãos de segurança pública do estado resolveram lançar uma campanha com o objetivo de reduzir a criminalidade na Paraíba. A Fundação de Desenvolvimento da Criança e do Adolescente (Fundac) lançou, ontem, no auditório da Secretaria de Desenvolvimento Humano a campanha "Meu Corpo Minha Vida". A meta é atrair parceiros para o trabalho de combate ao uso de drogas e assim reduzir os índices de crimes em todo o estado.

De acordo com dados da Secretaria de Segurança Publica, 70% dos homicídios registrados na Paraíba foram praticados por questões relacionadas ao tráfico de drogas. Só em maio deste ano meia tonelada de drogafoi incinerada no Estado, resultado de apreensões realizadas em 2008.

As drogas também representam 90% das prisões no Presídio Feminino Júlia Maranhão, em Mangabeira. O presidente da Fundac, Diamantino da Silva Lima, revelou que a maioria das detentas cumpre pena por trafico ou crimes praticados sob o efeito das drogas.

Com relação aos adolescentes que cumprem medidas socioeducativas no Centro Educacional do Adolescente (Cea), 80% deles eram usuários de drogas antes de serem apreedidos. O presidente da Fundac, Diamantino da Silva Lima, acredita que combater o tráfico de drogas e a influência sobre a juventude é uma tarefa que deve começar nas escolas, associações de bairros e toda sociedade.

Aline Matias da Silva, de 23 anos, é mais uma mulher de apenado refém do tráfico. Ele foi presa na semana passada no presídio do Roger no horário de visita íntima ao apenado José Geraldo de Albuquerque. Ela levava mil comprimidos de artane para vender no interior do presídio e renderia R$ 10 mil. Segundo o delegadoWallber Virgolino, as mulheres são usadas por traficantes como "mulas", ou seja, transportam drogas e celulares para dentro dos presídios da capital.

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