Entrevista com Edjacir Luna - Promotor

Portal O Norte – O senhor tem absolta certeza de que foi Luiz Paes que matou Aryane?

Edjacir Luna – Tenho absoluta certeza. O que calha no processo é que fatos anteriores e fatos posteriores ao crime, todos eles são condizentes com a culpabilidade de Luiz Paes.

Portal O Norte – Que provas são essas?

Edjacir  Luna – Nós temos muitos indícios, que levam a culpa do Luiz Paes. São fatos ainda que serão digeridos por ocasião do julgamento do mérito no Tribunal do Júri, onde nós, eu e Alexandre Varandas, mostraremos à sociedade, a culpa latente do Luiz Paes.

Portal O Norte – Em depoimento, Luiz Paes afirmou haver um segundo suspeito no local onde ele a deixou.  Isso se confirmou?

Edjacir Luna – Isso faz parte da técnica da defesa. A defesa é ampla, plena, mas esses fatos articulados pela defesa não encontram respaldos em nenhuma fase do inquérito, das investigações policiais que se iniciou e se finda.

Portal O Norte – O senhor acredita que ele vai ser pronunciado em breve?

Edjacir Luna – Fatalmente ele será pronunciado. Agora no final de maio e começo de junho, nós teremos uma audiência para ouvirmos os peritos, que a defesa invocou, e que ainda não haviam sido ouvidos, e re-interrogado o acusado como ato final da instrução que seria uma, mas que se fragmentou em virtude de diligências outras que foram necessárias. Mas a certeza nossa é que ele será pronunciado e levado ao julgamento da consciência cidadã dos sete jurados.

Portal O Norte – O que o senhor espera desse julgamento?

Edjacir Luna – O que eu espero é o que a sociedade toda espera, o que a família enlutada de dona Hipernestre Carneiro espera: que seja feita justiça e que ele tenha a reprimenda necessária ao ato injusto praticado por ele. Eu acredito que não obstante a defesa engendre muitas situações, pedindo inclusive a minha impronúncia, mas ela se põe ante a materialidade comprovada do óbito da jovem assassinada e anti aos indícios que são bastante cristalinos da culpa do Luiz Paes.

Portal O Norte – Com mais de 20 anos de carreira no Ministério Público, como o senhor vê esse caso?

Edjacir Luna – Esse caso de certa forma me marcou porque tratou-se de uma jovem de 21 anos que foi absolutamente violentada e dada torpeza com que esse delito foi perpetrado, uma vez que ela não teve nenhuma chance de defesa, uma jovem fragilizada, grávida de um filho dele..

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Textos: Vanessa Furtado e Priscylla Meira | Edição de conteúdo: Vanessa Furtado
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