O Norte O Norte Online

Arquivo de setembro, 2010

Focco detecta desvio de R$ 100 milhões em 8 anos na PB

sexta-feira, 24 de setembro, 2010

A situação é realmente séria e precisar ser levada em consideração pelos eleitores que vão às urnas no dia 3 de outubro. Um levantamento do Tribunal de Contas da União (TCU) revela que foram imputados mais de R$ 100 milhões em débitos a gestores municipais e estaduais nos últimos dez anos em decorrência de desvios de recursos públicos federais. Mas veja só, isso é o que foi detectado.

De acordo com o secretário do TCU e presidente do Fórum de Combate à Corrupção (Focco), Rainério Rodrigues, o montante resultante da corrupção é muito maior. “Infelizmente não temos condição técnica de fiscalizar cada centavo dos convênios firmados por prefeituras e autarquias com entes federais”, ressaltou, enfatizando, no entanto, que as ferramentas de controle estão mais rigorosas e eficientes a cada dia.

Um caminho para combater a chaga da corrupção, segundo Rainério, é a população não votar em político corrupto e, principalmente, fiscalizar a atuação deles. A estimativa do Focco é que a corrupção faça escorrer pelo ralo, na Paraíba, de 3% a 4% dos recursos públicos. Isso, aplicado ao Produto Interno Bruto do estado, representa algo em torno de R$ 600 milhões. É muito dinheiro.

Confusões da lei da Ficha Limpa

sexta-feira, 24 de setembro, 2010

O Supremo Tribunal Federal (STF), a mais alta corte do país, deu provas hoje de que é capaz de passar 17 horas julgando uma mesma matéria, em dois dias, e não chegar a qualquer resultado prático. Ao todo, se passaram seis horas em um dia e 11 horas no outro sem que tenha havido conclusão sobre a aplicabilidade ou não da lei da Ficha Limpa para as eleições deste ano. Pior para os candidatos.

Sem tirar nem pôr, até agora, postulantes como o ex-governador Cássio Cunha Lima (PSDB) não sabem se caem em campo em busca de votos ou se repassam o bastão para quem não possua condenação judicial. Isso porque nem o STF sabe se os efeitos da Ficha Limpa vão valer para esta eleição ou para a próxima. O placar está empatado em 5 a 5 e falta consenso até para a escolha do critério de desempate.

E isso tudo a praticamente uma semana das eleições. Os ministros Cezar Peluso, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Celso de Melo entenderam que a aplicabilidade da lei fere o princípio da anualidade (a lei eleitoral deve ser aprovada um ano das eleições) e o da retroatividade, aspecto sobre o qual uma lei não pode retroagir para prejudicar.

Argumentos descartados nos votos dos ministros Carlos Ayres Britto, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Joaquim Barbosa e Ellen Gracie. Todos entendem que a nova lei pode ser aplicada nas eleições deste ano porque a inelegibilidade de oito anos não seria uma pena, mas uma condição de elegibilidade para os candidatos. Um aspecto que atingiria em cheio Cássio, que tenta a eleição para o Senado.

A questão, no entanto, não foi ponto pacífico. Assim como nos grêmios estudantis, quando as pessoas falam ao mesmo tempo e não se chega nunca a um denominador comum, os ministros não chegaram à conclusão sobre como dissolver o empate. O próprio presidente do Supremo, Cezar Peluso, poderia ter dado o voto qualificado, desempatando o julgamento, com a apresentação de um segundo voto.

O mais provável é que, na próxima semana, os ministros optem por esperar a nomeação de um novo ministro, para suprir a vacância aberta com a aposentadoria de Eros Grau. A corte é formada originariamente por 11 ministros. A outra solução, recusada por cinco membros, era que se mantivesse a decisão do Tribunal Superior Eleitoral, que decidiu por acatar a aplicação da ficha limpa.

É, definitivamente,uma babel jurídica.

Será apenas mais um “salto triplo carpado hermenêutico”

quinta-feira, 23 de setembro, 2010

Tomando como base o julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF) a respeito da aplicabilidade da Lei da Ficha Limpa para este ano, eu posso dizer com toda convicção: esse filme eu já vi, inclusive com os mesmos atores. Caso a aplicação seja realmente descartada, essa não será a primeira nem a última vez que um fato de repercussão nacional e apelo popular chega às cortes superiores, após decisões dos Tribunais Regionais, e é mudado pelos ministros com o uso de uma tese polêmica.

No caso da Ficha Limpa, vale uma ressalva, a decisão final só deve sair hoje. Mas pelo que ocorreu na sessão de ontem, com todo mundo falando ao mesmo tempo e em completa desordem, parecendo grêmio estudantil, a única coisa que não dá para esperar é uma decisão de consenso, como parece existir no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). As teses, como diria o ministro Ayres Britto, se assemelham a um “salto triplo carpado hermenêutico”.

E tem razão de ser. Depois de Britto apresentar o voto pela improcedência do recurso ordinário interposto pelo ex-governador e candidato do Distrito Federal, Joaquim Roriz, o presidente do STF, Cezar Peluso, surgiu com uma nova tese: a de que houve arremedo da lei por uma inconstitucionalidade formal da nova legislação. Ele lembra que o projeto foi alterado no Senado e não retornou à Câmara.

A lei da Ficha Limpa, portanto, no entendimento do ministro, saiu do Congresso Nacional de forma errada, desobedecendo ao devido processo regimental do Legislativo. Isso, na opinião dele, causou a “inconstitucionalidade formal”. O fato provocou muita polêmica e motivou o pedido de vista do ministro Dias Toffoli. Agora, é bom lembrar que caso a Ficha Limpa seja engavetada, essa não será a primeira vez que uma tese de Peluso provoca reviravolta em um julgamento eleitoral.

O mesmo ocorreu em 2008, em sessão do Tribunal Superior Eleitoral. Na época, Peluso apreciou o recurso interposto pelo então governador do Paraná, Luiz Henrique da Silveira (PMDB), contra cassação pelo TRE daquele estado. Na época, o ministro defendeu que o vice-governador, Leonel Pavan, deveria ser ouvido no processo, já que também teria o mandato cassado. O resultado disso é que todos os processos em tramitação no TSE tiveram que ser revistos, para que o vice fosse ouvido.

O julgamento de ontem já se mostrava polêmico mesmo antes de Ayres Britto concluir o seu voto. Nesse meio tempo, Peluso, Gilmar Mendes e Marco Aurélio se posicionaram contra a lei, meio que manifestando antecipadamente o voto contrário. Todos veem inconstitucionalidade. Salvo o presidente do TSE, Ricardo Lewandowski, que reforçou a tese de validade. Além de Ayres Britto, lógico.

Em alguns momentos, o julgamento assemelhou-se a uma feira, que deve se prolongar hoje com a apresentação do voto de Dias Toffoli. Então vamos a mais um salto triplo carpado hermenêutico.

TRE desmente boato sobre desistência de Cássio

quarta-feira, 22 de setembro, 2010

“Terrorismo”. Foi esse o termo usado por Laércio Cirne, assessor direto do ex-governador e candidato ao Senado, Cássio Cunha Lima (PSDB), ao comentar agora há pouco as mensagens enviadas por celular informando sobre uma suposta desistência do tucano de concorrer às eleições. Segundo ele, tudo não passa de uma farsa. O fato também foi negado pela assessoria de imprensa do Tribunal Regional Eleitoral (TRE).

A mensagem enviada por celular traz como assinatura “Ascom TRE” e o telefone do órgão para contato. Apesar disso, na assessoria, a informação é de que tudo não passa de uma grande mentira. “Essa informação não saiu daqui. Várias pessoas têm ligado para cá tentando confirmar, mas isso não existe”, reforçam os assessores insistentemente para quem liga em busca de informações.

Cássio teve o registro de candidatura negado pelo TRE neste ano e recorreu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para tentar se manter candidato. A corte paraibana, na decisão, entendeu que ele foi atingido pelas regras da Lei da Ficha Limpa, por ter condenação por órgão colegiado. O tucano teve o mandato cassado em 2009 pelo TSE por conduta vedada nas eleições de 2006.

O texto é enviado traz a seguinte mensagem:

Cássio Cunha Lima acaba de protocolar sua desistência na Secretaria do Judiciário do TRE da Paraíba. 3212.1200

Ascom TRE

Opinião: Aposta na impunidade

quarta-feira, 22 de setembro, 2010

Há alguns fatos no cotidiano político paraibano que nos levam a crer que apostar na impunidade, às vezes, compensa. E na política essa lógica é ainda mais gritante. A prova disso é o levantamento divulgado ontem pela Ong Transparência Brasil. Segundo a entidade, a Paraíba está em 11° lugar no Brasil no ranking da infidelidade partidária. Os dados têm como parâmetro o fato de 14% dos deputados estaduais que vão finalizar os seus mandatos neste ano estarem em partidos diferentes dos quais foram eleitos. Ao todo, sem contar a suplente Nadja Palitot, hoje no PSL, são cinco os parlamentares enquadrados como infiéis com base em resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A lista inclui Leonardo Gadelha, Carlos Batinga e Guilherme Almeida, que trocaram o PSB pelo PSC; Nivaldo Manoel, que saiu do PPS para o PMDB, e Arnaldo Monteiro, que migrou do DEM para a legenda peemedebista. Todos apostaram na morosidade da Justiça Eleitoral e, lógico, se deram bem.

Até o momento, ninguém foi cassado de verdade, como determina a legislação eleitoral. Alguns deles chegaram a ser afastados do cargo pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE), a exemplo de Nivaldo, Guilherme e Batinga, mas foram mantidos no cargo, graças aos recursos encaminhados ao TSE. Os parlamentares trocaram de partido em outubro do ano passado, data limite para quem tivesse a intenção de disputar as eleições deste ano trocarem de legenda. Todos, na época, alegaram perseguição em seus partidos de origem, por causa da mudança na conjuntura política. Eles, com exceção de Arnaldo, integravam partidos da base aliada do atual candidato ao governo Ricardo Coutinho (PSB), mas mudaram de legenda para apoiar o projeto de reeleição de José Maranhão (PMDB). A recomendação do TSE era de julgamento das ações em 60 dias, a partir da desfiliação. Um prazo que não foi cumprido. As primeiras cassações ocorreram em maio, mas foram tornadas sem efeito por causa dos recursos. Ou seja: nada de punição.

Ficha Limpa

Os olhos do ex-governador Cássio Cunha Lima estarão voltados para Brasília, hoje. Mais precisamente para o julgamento do ex-governador do Distrito Federal, Joaquim Roriz (PSC). Se o postulante conseguir se livrar da Ficha Limpa no STF, o caminho também estará livre para o tucano.

“Votinho”

Chegou ao conhecimento do delegado da PF, Derly Brasileiro, a informação de que Iomar Rodrigues, o “Votinho de Ouro”, voltou a atuar. Ele é acusado de trabalhar como testa de ferro na compra de votos. A Polícia Federal está monitorando os passos do suspeito.

Vale tudo

O juiz da 64ª Zona Eleitoral, Marcos Jatobá, responsável pela propaganda de rua na capital, explicou a proibição dos arrastões e carreatas em quatro bairros de João Pessoa. Segundo ele, os fiscais eleitorais comprovaram uma espécie de “vale-tudo” nos eventos.

Abuso

Durante as carreatas, foram constatadas toda sorte de crimes. Desde pessoas ingerindo bebidas alcoólicas ao volante, motoqueiros trafegando sem capacetes, pessoas penduradas nos carros, som com altura além do permitido, e o mais grave: a conivência das autoridades.

Pouco trabalho

A pauta política, definitivamente, vem dominando os debates na Câmara Municipal de João Pessoa. A troca de farpas tem de um lado os aliados do governador José Maranhão e, do outro, os do ex-prefeito Ricardo Coutinho. Trabalho que é bom, nada.

Lula sem tempo

O deputado estadual e candidato a vice-governador na chapa governista, Rodrigo Soares (PT), disse ontem que Lula e Dilma não vieram à Paraíba ainda por falta de espaço na agenda. Certamente porque o presidente tinha muitas visitas previstas para Pernambuco.

Processos

O site Contas Abertas revelou ontem que o ministro interino da Casa Civil, Carlos Eduardo Esteves Lima, já foi alvo de seis processos no Tribunal de Contas da União (TCU) entre 1999 e 2003. Ele ocupou a vaga de Erenice Guerra. Parece sina.

Plínio: a vantagem de ser pedra nos debates

terça-feira, 21 de setembro, 2010

Quem assistiu ontem ao debate promovido pelo SBT Nordeste, transmitido para dez emissoras de televisão da região, inclusive a TV Borborema, pôde ver o candidato do Psol reinar absoluto. Sem a menor obrigação de sonhar com um cada vez mais longe segundo turno, inclusive para José Serra (PSDB), Plínio de Arruda Sampaio bateu sem dó nem piedade nos adversários.

A vítima favorita, por incrível que possa parecer, foi justamente a candidata do PV, Marina Silva, quase uma santa para a maioria dos brasileiros. Tachada de Poliana no debate promovido pela Bandeirantes, a postulante do Partido Verde foi tratada ontem como uma omissa, que, na opinião de Plínio, havia abandonado o bispo Dom Luiz Cappio, defensor do São Francisco e opositor da transposição.

O candidato do Psol conseguiu o que parecia impossível antes do debate: tirou Marina do sério, fazendo com que ela o chamasse de desinformado, demonstrando uma irritação incomum em seu histórico político. O tratamento com Serra não foi diferente. A ele Plínio se dirigiu como quem fala com um oligarca. Acusou o tucano de compartilhar e receber o apoio de vários coronéis do Nordeste, “responsáveis pelo atraso da região”.

A desenvoltura do postulante do Psol lembra a de outro político, hoje mais polido e afeito à convivência com os coronéis nordestinos. Estou falando do presidente Lula, não o atual, mas o da barba mal-tratada do pós-sindicalismo, que demonstrava um grau de radicalismo em nada semelhante à postura atual. Mas com uma diferença: Lula veio da esquerda extremista para o centro. Já Plínio, saiu da direita para a extrema esquerda.

O candidato do Psol, por exemplo, defende propostas radicais para o Brasil, com a estatização da saúde e da educação. Ele se mostra a favor de uma revolução, muito fácil no discurso, mas difícil de ser posta em prática. O Plínio pedra possui um discurso que o Lula vidraça já perdeu. É difícil acreditar, no entanto, que ele se mantenha em caso de uma remota eleição do postulante. A política, no Brasil, sempre foi assim.

Dilma tem 44 pontos de vantagem sobre Serra

segunda-feira, 20 de setembro, 2010

Se as eleições fossem hoje, a presidenciável Dilma Rousseff (PT) teria 44 pontos percentuais de vantagem na Paraíba, em relação ao segundo colocado na corrida eleitoral, José Serra. Os dados são da pesquisa encomendada pelo jornal O Norte ao Instituto Diário Data Associados, que entrevistou 1.100 pessoas entre os dias 12 e 15 deste mês. O intervalo de confiança da consulta é de 95% e a margem de erro é de 3 pontos percentuais para cima ou para baixo.


Dilma Rousseff (E) e Marina Silva apresentam crescimento na preferência dos eleitores paraibanos. José Serra cai Foto: Fábio Costa/JCom/DA Press

De acordo com a pesquisa estimulada, quando são apresentados ao eleitor os nomes dos candidatos, a petista tem 62% das intenções de voto, contra 18% do tucano José Serra. Eles vêm seguidos de Marina Silva (PV), com 5%. Os candidatos Zé Maria (PSTU), Eymael (PSDC), Plínio (Psol) e Rui Costa Pimenta (PCO) não atingiram a média mínima de 0,5% do eleitorado e, por isso, não pontuaram na pesquisa. Pretendem votar nulo 4% dos eleitores e o número de indecisos soma 11%.

Os dados revelam que a candidata apoiada pelo presidente Lula teve um crescimento de quatro pontos percentuais em relação à última consulta realizada pelo Instituto Diário Data Associados e publicada em 15 de agosto. Ela saiu de 58% para 62%. Já Serra caiu de 26% para 18%. A consulta também registrou crescimento de Marina Silva, que passou de 3% para 5%.

Antes da consulta estimulada, o instituto quis saber de forma espontânea (sem a apresentação de nomes) em quem o eleitor pretende votar para presidente neste ano. Neste cenário, Dilma aparece com 54% das intenções de voto. Serra vem em seguida, com 16%, seguido de Marina Silva, com 4%. Citaram outros nomes 3% dos entrevistados. O percentual dos que pretendem votar nulo somou 5%, enquanto que os indecisos chegam a 19%.

Fazendo uso dos dados coletados, levando em conta a pesquisa estimulada, o instituto elaborou um quadro para aferir a preferência do eleitorado tendo como base unicamente os votos válidos. Para isso, foram desconsiderados os eleitores que disseram votar nulo ou estão indecisos. Neste cenário, Dilma aparece com 73% da preferência do eleitorado, seguida de Serra, com 21%, e de Marina Silva, com 5%. Os outros postulantes não pontuaram.

Segundo turno

O instituto também quis saber a preferência do eleitorado no caso de um eventual segundo turno. Neste quesito, Dilma teria 64% dos votos, contra 20% de José Serra. O número dos que pretendem anular o voto foi de 5%, enquanto que os eleitores que se mostraram indecisos somaram 11%. Os percentuais da pesquisa estão arredondados e, por esta razão, pode acontecer que a soma dos números não atinja 100%, podendo ficar entre 99% e 101%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) com o número 31033/2010 e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número 30378/2010.

Petista “surfa” na popularidade de Lula

A pesquisa do Instituto Diário Data Associados mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem figurado como o principal puxador de votos para a candidata de continuidade, Dilma Rousseff. E não é para menos: o atual governo tem 84% de avaliação entre ótimo e bom. O número de eleitores que consideram a atual gestão regular soma 11%. Apenas 3% dos entrevistados consideram o desempenho do governo federal ruim ou péssimo. Não responderam ou disseram não saber avaliar 3%.

A situação é ainda mais positiva em relação à aprovação do presidente em si. Ele é avaliado positivamente por 88% dos eleitores consultados. A reprovação é de apenas 4%. Se mostraram indecisos sobre a pergunta 5% dos eleitores, enquanto que não responderam ou disseram não saber avaliar 3% dos entrevistados. O resultado disso é que dos que disseram ser a favor da continuidade, 80% votam em Dilma.

O instituto também quis saber o grau de conhecimento do eleitor em relação aos presidenciáveis. Nesse quesito, sobre Dilma Rousseff, 17% dos entrevistados disseram conhecê-la bem, 36% mais ou menos e 35% revelaram conhecer só de nome. Já Serra é bem conhecido por 15% dos eleitores. Outros 36% dizem conhecê-lo mais ou menos e 39% o conhecem só de nome. Apenas 5% disseram conhecer bem Marina Silva.

Levando em consideração apenas os eleitores que disseram conhecer os candidatos, o instituto quis saber o grau de rejeição dos postulantes. Neste quesito, a candidata do partido verde lidera com 42% dos eleitores dizendo que não votariam nela de jeito nenhum. Marina é seguida de perto pelo tucano José Serra, com 39% dos eleitores. A menor rejeição é a de Dilma Rousseff, com 15%.

Apesar das críticas da oposição a respeito do uso eleitoreiro dos programas sociais, a avaliação de Dilma é melhor entre os eleitores com maior poder aquisitivo. Ela tem 67% da preferência dos entrevistados que ganham mais dez salários mínimos, contra 19% de Serra. Em relação à religião, o melhor percentual de intenções de voto para a petista está entre os umbandistas, com 70%. Já Serra tem a preferência de 41% dos espíritas.

Jornal O Norte

Juiz diz que candidatos palhaços desmoralizam as eleições

domingo, 19 de setembro, 2010

Convidado a opinar sobre a participação dos candidatos palhaços nas eleições, o juiz da 64ª Zona Eleitoral, responsável pela propaganda de rua em João Pessoa, Marcos Jatobá, classificou de preocupante a situação. Para ele, personagens como Tiririca (PR-SP) e outros que emprestam o seu tempo para fazer humor no guia desmoralizam o sistema eleitoral. São a prova de que os partidos não se dão ao respeito.

A declaração casa direitinho com um fato curioso. Apesar de Tiririca lançar mão de slogans do tipo “Vote Tiririca, pior do que tá não fica” e “O que faz um deputado federal? Na realidade, eu na sei. Mas vote em mim que eu te conto”, ele supera todos os candidatos à presidência da República no número de buscas dos internautas no Google, segundo levantamento feito com o uso da ferramenta Google Insigths.

Ela mostra que o Tiririca ultrapassou os candidatos à presidência da República a partir de agosto, com pico de buscas entre 22 e 28/8, e ainda se mantém na frente. Em uma escala de 0 a 100, Tiririca aparece com 100 pontos, Dilma com 35, Marina 22 e Serra com 10, no ranking do buscador. Os dados se repetem na pesquisa nacional e mundial.

Só para se ter uma idéia, o blog consultou os dados e incluiu na pesquisa o nome do político brasileiro mais popular da história, o presidente Lula. E imaginem: novamente Tiririca aparece na frente, mas apenas a partir de agosto. O comediante, candidato a deputado federal pelo estado de São Paulo, também é assunto no Twitter e em outras redes sociais, a exemplo do Orkut. Pelo jeito, ser palhaço na política dá Ibope.

Cássio e Vitalzinho lideram para o Senado

sábado, 18 de setembro, 2010

Se as eleições fossem hoje, Cássio Cunha Lima (PSDB) e Vitalzinho (PMDB) levariam vantagem sobre os adversários na corrida pelas duas vagas abertas para o Senado e seriam eleitos. O tucano lidera a pesquisa com 49% das intenções de voto, seguido pelo peemedebista, com 28%. Depois deles aparecem Efraim Morais (DEM), com 25%; Wilson Santiago (PMDB), 20%; Vital Farias (PCB), 4%, e Maria das Dores (PCO), 1%. Marcos Dias (Psol) e Edgard Malagodi (Psol) não pontuaram.

A consulta para o Senado leva em consideração o primeiro e o segundo voto do eleitor para a escolha do representante, já que neste ano há duas vagas para o cargo. Por conta disso, a soma total dos percentuais chega a 200%. A pesquisa demonstra também que ainda há perspectiva de crescimento entre os postulantes, já que 23% dos eleitores disseram que vão votar nulo e 48% deles estão indecisos.

A pesquisa estimulada mostra ainda um crescimento considerável de Vitalzinho na corrida eleitoral. Há um mês, ele aparecia com 22% das intenções de voto e subiu para 28%. Uma diferença de 6 pontos percentuais para cima. A tendência de crescimento também foi vista em relação a Cássio Cunha Lima, que passou de 45%, em agosto, para 49% neste mês.

A pesquisa também demonstrou que os postulantes ao Senado precisam ficar mais atentos ao número de campanha. Entre os eleitores ouvidos pelo Instituto Diário Data Associados e que disseram ter candidato, a maioria não sabia dizer qual número eles vão precisar digitar na urna eletrônica para confirmar o voto no postulante de sua escolha. E isso a menos 15 dias das eleições.

O número mais massificado, até o momento, é o do ex-governador Cássio Cunha Lima. Apesar disso, não mais do que 11% dos eleitores do tucano sabem que o número dele é “456″. Na seqüência vêm o de Vitalzinho (155), conhecido apenas por 5% do eleitorado dele, e o de Wilson Santiago (151), conhecido também por 5% dos eleitores do peemedebista.

Mesorregiões

O Instituto Diário Data Associados também aferiu a preferência do eleitorado por região. Os dados mostraram surpreendentemente que tanto Cássio, quanto Vitalzinho possuem melhor avaliação em João Pessoa que em Campina Grande. O tucano tem a preferência de 37% do eleitorado de Campina e de 45% dos da capital. Já o peemedebista tem 16% em Campina e 32% em João Pessoa.

Levando em consideração a distribuição dos eleitores tendo como base o porte das cidades, Cássio e Vitalzinho levam maior vantagem nos municípios com população variando entre 30 mil e 100 mil. Nesta mesma faixa está Efraim Morais. Já Wilson Santiago encontra melhor receptividade entre os eleitores das cidades com menos de 10 mil eleitores.

Intenção estimulada de voto para Senador (1ª e 2ª opção)

%
Cássio Cunha Lima 49%
Vitalzinho 28%
Efraim Morais 25%
Wilson Santiago 20%
Edgard Malagodi 0%
Marcos Dias 0%
Maria das Dores 1%
Vital Farias 4%
NR/ninguém/voto nulo 23%
NS/indeciso/voto branco 48%
Total 200%

Fonte: Instituto Diário data Associados

Intenção de voto senador (1ª e 2ª opções) por Mesorregião

Mesorregião
Agreste Paraibano Campina Grande Borborema Mata Paraibana João Pessoa Sertão Paraibano
Cássio Cunha Lima 53% 37% 38% 59% 45% 50%
Vitalzinho 38% 16% 42% 29% 32% 15%
Efraim Morais 30% 18% 14% 24% 30% 22%
Wilson Santiago 22% 7% 10% 16% 16% 36%
Edgard Malagodi 0% 0% 0% 1% 0% 1%
Marcos Dias 0% 0% 0% 0% 1% 0%
Maria das Dores 2% 0% 0% 3% 0% 1%
Vital Farias 4% 1% 2% 9% 7% 1%
NR/ninguém/voto nulo 24% 12% 35% 20% 34% 17%
NS/indeciso/voto branco 26% 109% 58% 40% 36% 57%

Fonte: Instituto Diário Data Associados

Maranhão tem 46% e Ricardo 32%

sábado, 18 de setembro, 2010

Se as eleições fossem hoje, o governador e candidato à reeleição, José Maranhão (PMDB), da coligação Paraíba Unida, teria 14 pontos percentuais de vantagem sobre o segundo colocado na corrida eleitoral, o ex-prefeito de João Pessoa, Ricardo Coutinho (PSB), da coligação Uma Nova Paraíba. Os dados são da pesquisa encomendada pelo jornal O Norte ao Instituto Diário Data Associados, que entrevistou 1.100 pessoas entre os dias 12 e 15 deste mês. O intervalo de confiança da consulta é de 95% e a margem de erro é de 3 pontos para cima ou para baixo.

De acordo com a pesquisa estimulada, quando é apresentada ao eleitor a lista dos candidatos, Maranhão tem 46% das intenções de voto, seguido por Ricardo, com 32%. Em terceiro lugar aparece Loudes Sarmento (PCO), com 1%. Francisco Oliveira (PCB), Marcelino Rodrigues (PSTU) e Nelson Júnior (Psol) não atingiram o percentual mínimo de 0,5% e, por isso, não pontuaram. Pretendem votar nulo,5% dos eleitores. O número de indecisos chega a 15%.

Com base nos dados da pesquisa estimulada, o instituto elaborou um quadro levando em consideração apenas os votos válidos. Neste cenário, José Maranhão aparece com 58% dos votos, seguido de Ricardo Coutinho com 40%. Marcelino, Lourdes e Nelson Júnior aparecem com 1%. Já Francisco Oliveira não pontuou na consulta. Neste quesito se exclui os 20 pontos percentuais dos votos nulos e dos indecisos.

Os dados da estimulada demonstram uma oscilação nos percentuais conquistados pelos postulantes, em relação à pesquisa anterior, publicada em 15 de agosto. Na primeira consulta, Maranhão aparecia com 58%, enquanto que o segundo colocado, Ricardo Coutinho, aparecia com 26%. Entre os outros candidatos, apenas Lourdes Sarmento pontuou, com 1% das intenções de voto.

Na atual consulta, o Instituto Diário Data Associados também quis saber, de forma espontânea, a intenção de voto dos eleitores. Neste cenário, sem a apresentação dos nomes dos candidatos, José Maranhão aparece com 39% das intenções de voto, seguido por Ricardo Coutinho, com 28%. Pelo menos 1% dos eleitores citou outros candidatos. Os indecisos somaram 25% e os votos nulos, 7%.

O instituto procurou saber a intenção de voto dos eleitores no caso de um eventual segundo turno. Neste quesito, os números mostram Maranhão com 46% das intenções de voto, contra 34% de Ricardo Coutinho. O percentual de eleitores indecisos é de 16%, enquanto que os que pretendem anular o voto giram em torno de 5%. Os percentuais da pesquisa estão arredondados e, por esta razão, pode acontecer que a soma não atinja 100%, podendo ficar entre 99% e 101%.

Intenção estimulada de voto para Governador da Paraíba

Intenção estimulada de voto para Governador
%
Zé Maranhão 46%
Ricardo Coutinho 32%
Francisco Oliveira 0%
Marcelino 0%
Lourdes Sarmento 1%
Nelson Junior 0%
NR/ninguém/voto nulo 5%
NS/indeciso/voto branco 15%
Total 100%

Fonte: Instituto Diário Data Associados

Votos Válidos (estimulada) para Governador da Paraíba

Intenção estimulada de voto para Governador
%
Zé Maranhão 58%
Ricardo Coutinho 40%
Marcelino 1%
Lourdes Sarmento 1%
Nelson Junior 1%
Francisco Oliveira 0%
Total 100%

Fonte: Instituto Diário Data Associados

Simulação de segundo turno para Governador da Paraíba

Simulação de segundo turno para Governador
%
Zé Maranhão 46%
Ricardo Coutinho 34%
NR/ninguém/voto nulo 5%
NS/indeciso/voto branco 16%
Total 100%

Fonte: Instituto Diário Data Associados