Mercado Livre exclui anúncio de venda de voto
O Mercado Livre pôs fim ao protesto do analista de sistema paraibano Josafá Filho, de 21 anos, que anunciou nas páginas do site de vendas a comercialização do próprio voto. No início da tarde de hoje, o rapaz recebeu uma mensagem por e-mail informando que a empresa estava excluindo o anúncio postado, por ele divergir dos propósitos do Mercado Livre.
A decisão ocorreu depois que a matéria publicada nas páginas de O Norte ganhou repercussão nacional. Josafá Filho explicou que o anúncio posto no Mercado Livre, com a oferta do próprio voto para o político que pagasse mais, não passou de uma brincadeira de amigos. O caso, no entanto, chamou a atenção da Polícia Federal, que pretende ouvir o internauta.
No anúncio postado no Mercado Livre Josafá dizia estar disposto a vender o voto dele para deputado estadual e para senador por valores individuais ou em pacote. Ele também se mostrava disposto a negociar a troca do sufrágio por telhas ou tijolos. Tudo dependeria da proposta. O valor seria decidido através de leilão – quem pagasse mais, levaria. O lance inicial era R$ 20.
O analista de sistema explica que a ideia surgiu depois de uma conversa dele com um grupo de amigos, descontentes com os escândalos da política paraibana. Isso estimulou a ironia no anúncio. Ele dizia, por exemplo, que não aceitaria a negociação através do “Mercado Pago”, porque, através dessa modalidade, o político só precisaria quitar o débito depois que o produto (voto) fosse entregue.
O delegado da Polícia Federal, Derly Brasileiro, informou que pretende ouvir o autor do anúncio, pois tanto a compra quanto a oferta do voto são crimes. Brasileiro, no entanto, faz uma ressalva: “se a intenção dele era realmente fazer uma sátira, uma ironia política, isso poderá não se caracterizar como crime, mas se houver negociação, a coisa muda de figura”.
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