Ricardo: “Os governistas demonizam Cássio e Efraim”
O candidato ao governo, Ricardo Coutinho (PSB), esteve nesta terça-feira na TV Clube, em João Pessoa, onde concedeu a quinta entrevista da série com os postulantes promovida pelos Diários Associados. Mas antes de entrar no estúdio, o socialista conversou longamente com jornalistas do jornal O Norte. A pauta da conversa não poderia ser outra: os temas políticos e as polêmicas inerentes à disputa eleitoral.
Primeiro Coutinho falou a respeito do que chamou de demonização dos seus aliados, notadamente do ex-governador Cássio Cunha Lima (PSDB), atormentado pela lei da Ficha Limpa, e do senador Efraim Morais (DEM), assombrado pelos fantasmas do Senado. O discurso dos seus adversários, segundo o socialista, tem como único objetivo tirar o foco dos temas administrativos.
“Cássio foi cassado por ter promovido as Cirandas de Serviço, ter se aproximado do povo. Enquanto isso tem gente por aí com um histórico de condutas duvidosas passando por ficha limpa”, alfinetou Ricardo Coutinho, sem, no entanto, apresentar nomes.
Sobre a aparição do presidente Lula no guia eleitoral de José Maranhão, seu principal adversário, o socialista disse que resumiu suas ações a notificar o PSB nacional para que a legenda se entenda com o PT nacional. “Houve um acordo descumprido”, pontuou o candidato, negando, no entanto, que haja prejuízo decorrente disso. “Ao contrário do meu adversário, não preciso que ninguém fale por mim ou peça voto por mim”, disse.
“Ninguém pode estar se escondendo por trás das barbas de ninguém”, disse o socialista. “Essa eleição é entre maranhão e eu. Eu e maranhão. São dois projetos distintos. Eu represento um projeto e ele representa outro, que é o projeto dos dez anos, de dizer que vai fazer em quatro o que não fez em 10”, concluiu.
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